Clínica de Alergia e Pneumologia

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Diagnóstico Molecular das Doenças Alérgicas

Diagnóstico resolvido por componentes: quando deveria ser utilizado?
 
Component resolved diagnosis: when should it be used? (Diagnóstico resolvido por componentes: quando deveria ser utilizado?) Luengo O, Cardona V. Clin Transl Allergy. 2014 Sep 8;4:28. doi: 10.1186/2045-7022-4-28. eCollection 2014.
 
Abstract:
The knowledge on molecular allergy diagnosis is continuously evolving. It is now time for the clinician to integrate this knowledge and use it when needed to improve the accuracy of diagnosis and thus provide more precise therapeutic and avoidance measures. This review does not intend to comprehensively analyze all the available allergen molecules, but to provide some practical clues on use and interpretation of molecular allergy diagnosis. The potential role of component resolved diagnosis in circumstances such as the indication of allergen immunotherapy, pollen polysensitization, food allergy, latex allergy or anaphylaxis, is assessed. Interpreting the information provided by molecular allergy diagnosis needs a structured approach. It is necessary to evaluate single positivities and negativities, but also to appraise “the big picture” with perspective.
 
Comentários DE DR. ATAUALPA REIS:
O conhecimento do diagnóstico molecular da alergia está aumentando continuamente. É necessário que o clínico integre este conhecimento e o utilize quando necessário para melhorar a acurácia do diagnóstico e fornecer medidas terapêuticas e de exclusão mais precisas. Esta revisão não analisa completamente todos os alérgenos moleculares, mas fornece algumas dicas práticas sobre a utilização e interpretação do diagnóstico molecular da alergia. 
 
O diagnóstico por componentes pode ser utilizado na indicação da imunoterapia alérgica, sensibilização múltipla (pólen e alimentos), alergia alimentar (avaliação de risco e de co-fatores), alergia a látex ou anafilaxia.
 
Anafilaxia
 
Dados epidemiológicos demonstram que os co-fatores (exercícios, álcool, antiinflamatórios, etc) são relevantes em até 39% dos casos de anafilaxia por alimentos em adultos. A alergia a trigo induzida por exercício é a que melhor caracteriza estes casos e está classicamente relacionada à sensibilização à ômega-5 gliadina. As proteínas transportadoras de lípedes não específicas (nsLTP) também são consideradas importantes co-fatores para alergia alimentar, principalmente relacionada aos vegetais, oleaginosas e cereais, na população mediterrânea. Pacientes com história de reação anafilática relacionada à co-fatores podem ser investigados quanto à presença de imunoglobulina E sérica (sIgE) para nsLTP (especialmente Pru p 3, mas também Tri a 14) e para ômega-5 gliadina.
 
Em pacientes com história de reação anafilática tardia (3-6 horas após ingestão) para carnes de mamíferos, a sIgE para galactose-alfa-1,3-galactose (alfa-gal) deve ser investigada. Tem sido sugerido que picadas de carrapato sejam os responsáveis por desenvolvimento de sIgE para alfa-gal.
 
O diagnóstico por componentes múltiplos e a sIgE podem ser utilizados para casos de anafilaxia idiopática.
 
Alergia ao látex
 
O diagnóstico por componentes permite diferenciar os pacientes apenas sensibilizados ao látex e aqueles com verdadeira alergia ao látex. Pacientes sensibilizados apenas ao Hev b 8 são assintomáticos à exposição ao látex.
 
Sensibilização aos múltiplos alérgenos alimentares
 
Reações alérgicas a frutas e vegetais pode ser resultado de uma sensibilização primária a alimentos ou a inalantes. Em geral, a reatividade cruzada é atribuída à alérgenos lábeis (por exemplo, PR-10 ou profilinas) e associada com reações orais leves, enquanto que os alérgenos resistentes ao calor e à proteólise, estão geralmente associados com reações sistêmicas além das reações locais e com sensibilização primária pela via oral (por exemplo, proteína de estoque e nsLTP).
 
Avaliação de risco na alergia alimentar
 
A avaliação por componentes permite detectar os pacientes com maior risco de reações graves. Os principais componentes são aqueles relacionados à nsLTP e proteínas de estocagem.
Interpretar a informação fornecida pelo diagnóstico molecular necessita de uma abordagem estruturada. É necessário avaliar pontos positivos e negativos, mas também avaliar o cenário como um todo em perspectiva.
 
Determinação de IgE a alérgenos alimentares por microarray 
(ImmunoCAP-ISAC) em pacientes com rinite alérgica     Agosto 2013 – Volume 1  – Número 4
 
Evaluation of IgE antibodies to food allergens in patients with allergic rhinitis using microarray analysis (ImmunoCAP ISAC)
 
Laura Maria Lacerda Araujo1; Nelson Augusto Rosário Filho2
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RESUMO
 
OBJETIVO: Determinar a frequência de anticorpos IgE a alérgenos alimentares em pacientes com doenças alérgicas respiratórias por análise molecular.
 
MÉTODO: Este estudo transversal incluiu 101 participantes, com idades entre 6-18 anos, com diagnóstico de rinite alérgica (89,1% com asma associada), sem história de alergia alimentar. Foi realizada análise de IgE sérica específica por ImmunoCAP ISAC, método que emprega biologia molecular para detecção de IgE a componentes alergênicos, sendo 42 alimentares e provenientes das seguintes fontes: abacaxi, aipo, amendoim, avelã, bacalhau, camarão, carpa, castanha de caju, castanha do Pará, cenoura, gergelim, kiwi, leite de vaca, maçã, ovo, pêssego, soja e trigo. Valores > 0,3 ISU (unidades padronizadas do ISAC) foram considerados positivos. Utilizou-se análise estatística descritiva.
 
RESULTADOS: Vinte e sete (26,7%) pacientes apresentaram IgE específica a pelo menos um dos alérgenos alimentares analisados. Entre os 42 componentes alergênicos testados, 20 (47,6%) foram associados a resposta IgE em pelo menos um dos pacientes. Alérgenos com maior frequência de reatividade IgE foram: camarão (Pen a 1 15,8%, Pen i 1 16,8%, Pen m 1 16,8%) e pêssego (Pru p 3 5,9%).
 
CONCLUSÕES: Este estudo demonstrou que a avaliação de alergia alimentar baseada em análise molecular deve considerar vários elementos, particularmente a correlação com os sintomas clínicos, e o conhecimento sobre reatividade cruzada IgE entre alérgenos das mais variadas fontes. Presença de IgE específica a determinado componente alergênico significa sensibilização, e não necessariamente alergia. Diagnóstico incorreto de alergia alimentar pode levar a tratamento inadequado, com dietas restritivas desnecessárias e prejuízo nutricional para os pacientes.
Palavras-chave: Sensibilização, alérgenos alimentares, alergia respiratória, IgE.
 
INTRODUÇÃO
 
O diagnóstico baseado na alergia molecular (diagnóstico molecular, DM) é utilizado para mapear a sensibilização alérgica de um paciente em nível molecular, por meio de componentes alergênicos em substituição a extratos alergênicos totais. Desde a sua introdução, no final da década de 1980, quando tecnologia de DNA foi aplicada para clonar e caracterizar moléculas alergênicas, DM vem sendo empregado na prática clínica do alergista1,2. Atualmente, mais de 130 componentes alergênicos estão comercialmente disponíveis para utilização em ensaios para dosagens de IgE específica sérica.
 
Um dos principais papeis da alergia molecular é no diagnóstico e prevenção da alergia alimentar. O conhecimento de componentes alergênicos aos quais o paciente é sensibilizado pode ajudar a diferenciar se há uma predisposição a reações locais ou sistêmicas e à persistência de sintomas clínicos. Outro aspecto relevante, difícil de ser definido por meio dos métodos tradicionais de detecção de IgE específica (in vivo ou in vitro), é a identificação de resposta IgE a alérgenos que apresentam estabilidade. Alérgenos que são estáveis ao calor ou à digestão geralmente provocam reações clínicas mais graves, enquanto os componentes alergênicos lábeis, em sua maioria provocam sintomas mais leves2. O DM pode ainda diferenciar se há sensibilização genuína a um alérgeno ou se ela ocorre por reatividade cruzada entre componentes alergênicos, ajudando a identificar predisposição a reação após exposição a diferentes fontes alergênicas2,3.
O objetivo deste estudo foi verificar a frequência de resposta IgE a alérgenos alimentares por meio de análise molecular em pacientes com doenças alérgicas respiratórias.

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