Clínica de Alergia e Pneumologia

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Asma na Medicina de Precisão

Nas Doenças Respiratórias, principalmente na Asma que ocorre em 10% da população adulta e 25% na infantil, estamos atualmente personalizando o diagnóstico com informações precisas das causas alérgicas, com testes moleculares por técnicas de microarrays, biomarcadores capazes de individualizar o tipo causal da Asma, identificando fenótipos e endotipos e levando a uma medicina personalizada inexistente anteriormente. Por consequência, o tratamento também fica personalizado e já usamos os imunobiológicos que são montados por engenharia genética em laboratório e são bloqueadores da resposta imunológica existente na Asma, constituindo hoje medicina de ponta ( omalizumabe, mepolizumabe, benralizumabe, dupilumabe e outros em desenvolvimento). Por último, a epigenética que aumentou muito o conhecimento do mecanismo genético da Asma e que torna possível, em muito em breve, controlar o desenvolvimento da Asma e até mesmo impedir que ela se desenvolva, silenciando os genes predisponentes que levariam uma pessoa a desenvolver a Asma. Portanto, e por todos estes motivos, pode-se dizer que estamos entrando na era da cura da Asma.
 
 
 
Comentário sobre casa boa para respirar e asma
 
Takaro TK, Krieger J, Song L, Sharify D, Beaudet N. The Breathe-Easy Home: the impact of asthma-friendly home construction on clinical outcomes and trigger exposure. Am J Public Health. 2011 Jan;101(1):55-62.
OBJECTIVES: We examined the asthma-control benefit of moving into an asthma-friendly Breathe-Easy home (BEH).
METHODS: We used a quasi-experimental design to compare the asthma outcomes of 2 groups of low-income children and adolescents with asthma: 34 participants who moved into a BEH, and a local matched cohort of 68 participants who had received a previous asthma-control intervention. Both groups received in-home asthma education. BEHs were constructed with moisture-reduction features, enhanced ventilation systems, and materials that minimized dust and off-gassing.
RESULTS: BEH residents’ asthma-symptom-free days increased from a mean of 8.6 per 2 weeks in their old home to 12.4 after 1 year in the BEH. The proportion of BEH residents with an urgent asthma-related clinical visit in the previous 3 months decreased from 62% to 21%. BEH caretakers’ quality of life increased significantly. The BEH group improved more than did the comparison group, but most differences in improvements were not significant. Exposures to mold, rodents, and moisture were reduced significantly in BEHs.
CONCLUSIONS: Children and adolescents with asthma who moved into an asthma-friendly home experienced large decreases in asthma morbidity and trigger exposure.
A casa fácil de respirar: o impacto da construção da construção de uma casa favorável à asma sobre os desfechos clínicos e a exposição provocada
Takaro TK, Krieger J, Song L, Sharify D, Beaudet N. The Breathe-Easy Home: the impact of asthma-friendly home construction on clinical outcomes and trigger exposure. Am J Public Health. 2011 Jan;101(1):55-62.
OBJETIVOS: Foi examinado o benefício sobre o controle da asma da mudança para uma casa fácil de respirar, favorável à asma.
MÉTODOS: Foi utilizado um desenho quase experimental para comparar os desfechos da asma de 2 grupos de crianças e adolescentes asmáticos com baixa renda: 34 participantes que se mudaram para uma casa fácil de respirar e uma coorte de 68 participantes que receberam intervenção prévia para o controle da asma. Ambos os grupos receberam educação domiciliar sobre a asma. As casas fáceis de respirar foram construídas em cenários com redução de umidade, melhora dos sistemas de ventilação e materiais que minimizam poeira e escape de gases.
RESULTADOS: O número de dias livres de sintomas aumentou de uma média de 8,6 por 2 semanas na casa antiga para 12,4, após 1 ano na casa fácil de respirar. A proporção de moradores da casa fácil de respirar com uma consulta clínica de urgência relacionada à asma nos últimos 3 meses reduziu de 62% para 21%. A qualidade de vida dos cuidadores aumentou significativamente. O grupo da casa fácil de respirar melhorou mais do que o grupo de comparação, mas a maioria das diferenças não foram significativas. As exposições a mofo, roedores e umidade reduziram significativamente nas casas fáceis de respirar.
CONCLUSÕES: Crianças e adolescentes com asma que se mudam para uma casa favorável à asma experimentam grandes decréscimos na morbidade da asma e na exposição provocada.
COMENTÁRIOS de ATAUALPA P.REIS
 O trabalho de Takaro e colaboradores reforça o conceito da necessidade de controle do ambiente em que se vive e asma 1,2,3. Não somente os 34 participantes do projeto de mudá-los para uma casa boa para se respirar se beneficiaram com o número de dias livres de sintomas, aumentando de uma média de 8,6 por 2 semanas na casa antiga para 12,4, após 1 ano na casa fácil de respirar , com a  proporção de moradores da casa fácil de respirar com uma consulta clínica de urgência relacionada à asma nos últimos 3 meses reduzindo de 62% para 21%; como também se beneficiaram os controles de uma coorte de 68 participantes que também foram submetidos a um programa em que receberam intervenção prévia para o controle da asma.
Alguns trabalhos recentes avaliaram individualmente cada uma da condutas de controlar os alérgenos do ambiente e concluíram pela ineficácia da conduta do ponto de vista clínico4,5,6, embora trabalhos de controle global tenham demonstrado eficácia7,8,9, e,assim, este  trabalho é importante para esclarecer a questão da casa com boa qualidade para respirar em que as exposições a mofo, roedores e umidade reduziram significativamente.
REFERÊNCIAS:
1 – Burr ML,Mathews IP,Arthur RA et al. Effects on patients with asthma of eradicating visible indoor mold: a randomized controlled trial 2007-Thorax;62:767-72
2 – Kattan M, Stearns SC, Crain EF et al. Cost-effectiveness of a home-based environmental intervention for inner-city children with asthma. 2005 J Allergy Clin Immunol;116:1058-63
3 – Krieger JW, Takaro TK, Song L et al. The Seattle-King count health homes project: a randomized controlled trial of a community health worker intervention to decrease exposure to indoor asthma triggers. Am J Public Health 2005;95:652-59
4 – MacKeever K. Dust mites trump asthma prevention guidelines: study finds that despite heroic efforts, most strategies are doomed to fail. 2008; available at: http//www.hon.ch/news/HSN/614473.htm
5 – Dust mite control measures of no use. Editorial Lancet 2008;371:1390
6 – Gotzsche PC. Asthma guidelines on house dust mites are not-evidence-based. 2007;Lancet 370:2100-1
7 – Platts Mills TAE, Vaughan JW, Carter MC. The role of intervention in established allergy: avoidance of indoors allergens in the treatment of chronic allergic diseases. J Allergy Clin Immunol 2000; 106:787-804
8 – Morgan WJ, Crain EF, Gruchalla RS, O´Connor GT, Kattan M, Evans R et al. Results of a home-based environmental intervention among urban children with asthma. N Engl J Med 2004;351:1068-80
9 – Platts-Mills TAE. Allergen avoidance in the treatment of asthma: problems with the meta-analyses. J Allergy Clin Immunol 122:694-96.

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